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Certamente você já ouviu falar ou conhece alguém com o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Entretanto, compreender a natureza dessa condição e como ela afeta exatamente o dia a dia do paciente e de suas famílias pode ser um desafio.

Por isso, abril é um mês dedicado ao TEA com o objetivo de aumentar o conhecimento sobre esse transtorno e também para conscientizar as pessoas a fim de diminuir o preconceito e promover a inclusão social de quem convive com a condição.

Para ajudar nessa importante missão preparamos 10 perguntas e respostas sobre o autismo. Confira:

  1. O que é Transtorno do Espectro Autista (TEA)?
    O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio neurobiológico. Embora a causa exata ainda seja um mistério para a medicina, todos os estudos apontam para causas multifatoriais, como genética, má formação cerebral, fatores ambientais, entre outros.
  2. Por que é chamado de Espectro Autista?
    É chamado de Espectro Autista porque cada pessoa afetada apresenta uma ampla variedade de sinais e sintomas, com diferentes níveis de gravidade. Entretanto, em todos os casos, há dois impactos presentes, que formam a chamada díade do autismo: comunicação social e comportamento repetitivo ou restrito.
  3. Quais são os critérios para o diagnóstico?
    Segundo o DSM-V, o TEA é diagnosticado quando houver três déficits na comunicação social e pelo menos dois no comportamento repetitivo e restrito. Os sinais podem ser percebidos na infância precoce.
  4. Por que a intervenção precoce é importante?
    Para não perder a chance de oferecer à criança ferramentas terapêuticas que aproveitem a neuroplasticidade nos dois primeiros anos de vida, ou seja, a capacidade do cérebro de fazer novas conexões neuronais para compensar déficits, como os apresentados no autismo.
  5. Quais são os tipos de TEA?
    Quando falamos do autismo, é preciso entender que há dentro do Espectro diferentes níveis de gravidade na manifestação dos sintomas, podendo assim falar em nível I (que os indivíduos precisam de apoio pouco substancial), nível II ( que o indivíduo precisa de apoio substancial) e nível III ( que o indivíduo precisa de apoio muito substancial)
  6. Qual o impacto do atraso de fala no autismo?
    Quando falamos de comunicação e interação social, o sintoma mais percebido pelos pais é o atraso na fala. Entretanto, há muitos outros que são importantes, como por exemplo, a limitação da reciprocidade nas interações sociais. Crianças adoram brincar, fazer amizades, trocar. O autismo afeta essa capacidade de interagir e manter relacionamentos com outras pessoas, por exemplo.
  7. Qual a importância do atraso da linguagem não verbal no diagnóstico do autismo?
    Outro ponto que os pais devem prestar atenção é na linguagem não verbal. O choro é um ótimo exemplo. Bebês que não choram e mostram apatia devem ser avaliados. Bebês que não abanam as mãos aos 8 ou 9 meses e assim por diante.
  8. O que caracteriza um comportamento repetitivo ou restrito?
    Na outra ponta da díade do autismo, temos os padrões restritos de comportamento ou interesses. Ao todo há quatro critérios de diagnóstico, mas bastam dois para suspeitar de um quadro de autismo. Um deles é a estereotipia. Bater os pés, balançar o corpo, girar objetos, emitir sons repetitivos, entre outros, são movimentos autorregulatórios feitos para buscar sensação de bem-estar ou ainda para aliviar o estresse. Esse, sem dúvida, é um sinal importante que deve ser avaliado por um especialista.
  9. É verdade que os sintomas podem demorar a aparecer?
    Sim, embora possam ser notados nos primeiros anos de vida, alguns podem ficar mais evidentes na medida em que a criança tiver uma maior demanda para exercer suas habilidades sociais.
  10. O número de casos vem aumentando?
    Sim mas associado ao aumento de profissionais qualificados para fazer o diagnóstico. Como hoje o conhecimento é mais facilmente disseminado, os pais têm mais acesso aos marcos do desenvolvimento e, assim, uma maior probabilidade de perceber se a criança está fora do esperado para a sua idade. Com isso, certamente há um aumento do número de casos detectados, mas ainda assim há muitas crianças sem diagnóstico, que perdem uma importante chance de receberem tratamento adequado dentro do que chamamos de janela de oportunidade. Hoje, pelas estimativas mundiais, em cada 10 mil pessoas, de 60 a 70 são diagnosticadas como o TEA.